No vale de Pantalica, na Itália, o arquiteto Leopold Banchini apresentou a Asympta, uma micro-arquitetura temporária que convida à reflexão sobre habitações pré-históricas. Desenvolvida pelo estúdio Leopold Banchini Architects em parceria com a construtora DiSe, a estrutura faz parte do festival COSMO e desloca o foco da necrópole local para especulações sobre moradias dos vivos. Instalada inicialmente em Ortigia em 2025, a obra chegou a Pantalica em 2026, destacando a efemeridade da arquitetura adaptativa.
A origem e o deslocamento da Asympta
A Asympta surgiu como uma intervenção inovadora no festival COSMO, promovendo diálogos entre passado e presente. Após sua montagem inicial em Ortigia no ano passado, a estrutura foi transferida para o vale de Pantalica, um sítio arqueológico rico em história. Essa mudança enfatiza a intenção de contrastar os túmulos permanentes da necrópole com propostas habitacionais especulativas e transitórias.
Materiais locais e construção sustentável
A construção da Asympta utiliza materiais extraídos da região, como pedra de lava do Monte Etna e calcário Pietra Pece. Madeira selada por fogo, bronze e feltre de lã de ovelha completam a composição, criando um espaço sombreado ideal para reuniões, pausas e reflexões. Essa abordagem enraíza a micro-arquitetura na topografia, clima e recursos locais, promovendo uma integração harmoniosa com o ambiente.
O propósito especulativo da obra
O projeto visa especular sobre as habitações desconhecidas da civilização pré-histórica de Pantalica, que deixou vestígios principalmente em forma de tumbas. Ao propor uma arquitetura efêmera e adaptativa, Leopold Banchini contrasta a permanência dos sepulcros com a fluidez das moradias dos vivos. Essa iniciativa incentiva visitantes a imaginar formas de habitação que se adaptam ao contexto natural e cultural.
Impacto cultural no festival COSMO
No âmbito do festival COSMO, a Asympta serve como ponto de encontro para debates sobre arquitetura e patrimônio. Sua presença em Pantalica, declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, reforça a importância de intervenções contemporâneas em sítios históricos. A obra convida o público a repensar o legado da civilização local, unindo tradição e inovação em uma experiência imersiva.