A oitava edição da exposição Roppongi Crossing, subtitulada “What Passes Is Time. We Are Eternal.”, abriu suas portas no Mori Art Museum, em Tóquio, Japão, reunindo 21 artistas e grupos para explorar a cena de arte contemporânea japonesa através do conceito de tempo. Organizada em 2026, a mostra apresenta mais de 100 obras que mapeiam perspectivas sobre memória, tecnologia e migração. Com curadoria do museu e de dois convidados asiáticos, a exposição questiona como o tempo é vivido individual e coletivamente.
Perspectivas interpretativas da exposição
A exposição está organizada em quatro perspectivas principais: Scales of Time, Sensing Time, Time Together e Rhythms of Life. Essas seções incluem instalações imersivas, cerâmicas monumentais e workshops participativos, abrangendo mídias como pintura, escultura, vídeo, artesanato, som e zines. Essa estrutura permite uma exploração profunda do Japão contemporâneo, destacando práticas comunitárias e fronteiras culturais.
Artistas e contribuições destacadas
Entre os artistas participantes estão A.A.Murakami, Kuwata Takuro, Kelly Akashi, Hiro Naotaka, Oki Junko e Hosoi Miyu. Suas obras examinam temas como tecnologia e artesanato, refletindo sobre o tempo em contextos individuais e sociais. O Mori Art Museum, responsável pela iniciativa, convidou curadores asiáticos para enriquecer o diálogo intercultural.
What Passes Is Time. We Are Eternal.
A citação de Sapardi Djoko Damono serve como subtítulo, inspirando a reflexão sobre a eternidade humana em meio ao fluxo temporal.
Objetivos e relevância cultural
A exposição busca examinar o Japão contemporâneo sob a lente do tempo, questionando experiências coletivas e transfronteiriças. Ao explorar memória e migração, ela promove uma compreensão mais ampla de como o tempo molda identidades e sociedades. Com atividades interativas, a mostra incentiva a participação do público, tornando-a uma plataforma dinâmica para debates sobre arte e temporalidade em 2026.