O Drawing Architecture Studio, de Pequim, apresentou a instalação artística The Clock House No.2 na 7ª Temporada de Arte Pública de Shenzhen Bay, reinterpretando relógios automáticos imperiais como elementos arquitetônicos com componentes industriais de baixo custo. A obra, localizada em Shenzhen, na província de Guangdong, na China, fica em exibição até 19 de abril de 2026. Essa criação explora a troca cultural histórica entre o Ocidente e a China imperial, destacando contrastes entre o artesanato antigo e a padronização industrial moderna.
A equipe por trás da criação
A equipe de design do Drawing Architecture Studio inclui Li Han, Hu Yan e Zhang Xintong, que transformaram itens cotidianos em uma estrutura inovadora. Inspirados nas reflexões do arquiteto Aldo Rossi sobre utensílios e arquitetura, eles reinterpretam relógios automáticos introduzidos por missionários ocidentais na China imperial. As fotografias da instalação foram capturadas por Shangqi Art, captando a essência da obra em um contexto urbano contemporâneo.
Como a instalação foi construída
A The Clock House No.2 é montada com painéis de PVC corrugado, ventiladores, hastes para para-raios, dissipadores de pássaros, âncoras de isolamento plástico e tiras de LED, todos adquiridos online como componentes industriais acessíveis. A cada quinze minutos, a estrutura toca um sino musical e se ilumina em tons variados, criando uma experiência interativa para os visitantes. Essa abordagem destaca a acessibilidade de materiais padronizados, contrastando com o luxo dos relógios imperiais originais.
O contexto histórico e cultural
A instalação reflete sobre as rotas comerciais em Guangdong, onde missionários ocidentais introduziram relógios automáticos durante a era imperial chinesa. Ao usar itens industriais de baixo custo, o Drawing Architecture Studio explora temas de globalização e padronização, inspirados na ideia de Rossi de que objetos cotidianos podem se tornar arquitetura. Essa reinterpretação convida o público a refletir sobre a evolução cultural e tecnológica ao longo dos séculos.
Impacto na arte pública de Shenzhen
A 7ª Temporada de Arte Pública de Shenzhen Bay ganha destaque com essa obra, promovendo diálogos sobre herança e inovação em um dos centros tecnológicos da China. Visitantes podem experimentar a instalação até abril de 2026, integrando arte e arquitetura em espaços públicos. O projeto reforça o papel de Shenzhen como hub criativo, conectando passado imperial com o presente industrial.