No Expo Center de Lahore, no Paquistão, a instalação experimental Morphosis, projetada pelo designer Raza Zahid em colaboração com Areeba Imran, transforma resíduos de papel reciclado em uma estrutura ramificada semelhante a uma árvore, incorporando o cultivo de microverdes. Comissionada pelo Instituto de Arquitetos do Paquistão e patrocinada pela Architects World, a obra destaca práticas de design sustentável ao reutilizar materiais e integrar processos biológicos. Apresentada recentemente, a instalação explora a coexistência de crescimento, decaimento e reutilização em um framework arquitetônico inovador.
Detalhes da instalação Morphosis
A estrutura mede 5x5x5 metros e utiliza molduras metálicas revestidas em pó para suportar ramos feitos de papercrete, um material moldado à mão a partir de papel triturado e recomposto. Microverdes são cultivados diretamente nas superfícies, criando um envelope espacial poroso que promove a interação entre elementos orgânicos e construídos. Essa abordagem demonstra como resíduos podem ser transformados em componentes arquitetônicos funcionais e estéticos.
O processo de criação envolve a trituração de papel reciclado, sua recomposição em papercrete e a modelagem manual para formar ramos semelhantes a uma árvore. Essa técnica não apenas recicla materiais, mas também integra o cultivo de plantas, permitindo que a estrutura evolua ao longo do tempo com o crescimento dos microverdes.
Equipe e parcerias envolvidas
Raza Zahid, o designer principal, trabalhou ao lado de Areeba Imran para desenvolver o conceito e a execução da Morphosis. O Instituto de Arquitetos do Paquistão atuou como comissário, enquanto a Architects World forneceu o patrocínio necessário para tornar o projeto viável. Essa colaboração destaca o papel de instituições e profissionais na promoção de inovações sustentáveis na arquitetura.
Objetivos e impacto do projeto
A Morphosis busca explorar a dinâmica de crescimento, decaimento e reutilização de materiais em contextos arquitetônicos, enfatizando um design consciente de processos biológicos. Ao demonstrar essas interações, o projeto incentiva práticas mais ecológicas e inovadoras no setor. Em um momento em que a sustentabilidade ganha destaque global, instalações como essa, exibidas em 22 de março de 2026, inspiram reflexões sobre o futuro da arquitetura e o manejo de resíduos.