A renomada marca Issey Miyake revelou nesta semana o inovador projeto “The Paper Log: Shell and Core”, que será apresentado durante a Milan Design Week 2026. A iniciativa transforma rolos de papel comprimido, subprodutos do processo de plissados de roupas, em móveis e objetos esculturais, destacando a reutilização criativa de resíduos industriais. A exposição ocorrerá na loja da Issey Miyake em Milão, na Via Bagutta 12, de 21 de abril a 5 de maio de 2026, e envolve colaborações com o MIYAKE DESIGN STUDIO e o Ensamble Studio.
O conceito por trás do projeto
O projeto divide-se em duas partes principais: “Shell” e “Core”. Na seção “Shell”, o Ensamble Studio, liderado por Antón García-Abril e Débora Mesa, endurece camadas de papel inspiradas em dobras esculturais, preservando a memória estrutural do material oriundo dos plissados. Já na “Core”, a equipe interna da Issey Miyake, sob direção de Satoshi Kondo, experimenta técnicas como aplicação de cera, cola ou aglutinação para criar protótipos de móveis em uma instalação-laboratório na loja.
A motivação central é catalisar novas criações a partir de subprodutos, enfatizando a sustentabilidade e a inovação no design. Cada “paper log” é único, refletindo as cores das roupas plissadas, com padrões semelhantes aos anéis de uma árvore.
Colaboração e inspirações criativas
A parceria entre Issey Miyake, Satoshi Kondo e o Ensamble Studio explora a materialidade do papel de forma inovadora, transformando resíduos em arte funcional. A instalação convida visitantes a testemunharem o processo, promovendo discussões sobre reutilização industrial.
‘When we first saw the outcome, it immediately resembled a tree log, which is why we’re naming it a paper log. The marbling is like the rings one finds in a tree. Each log is unique depending on the color of the garment we pleated that day, because the color transfers to the sheet due to heat and pressure,’ disse Satoshi Kondo, do MIYAKE DESIGN STUDIO.
Outras citações destacam a essência do projeto, como a preservação da “memória” do material.
‘The exhibition is about giving different lives or materialities to the same material, but in both explorations, we are trying to keep the memory that is structurally embodied in the paper. When we just unfold it and give it form, it still expresses the spirit of Issey Miyake,’ afirmou Antón García-Abril, do Ensamble Studio.
‘The work succumbs to this memory, the memory of the material that is embodied like DNA,’ complementou García-Abril.
Essa abordagem não só inova no design, mas também reforça o compromisso da Issey Miyake com práticas sustentáveis, inspirando o público a repensar o ciclo de vida dos materiais.