O coletivo artístico SUPERFLEX, em parceria com os curadores António Mendes e Christophe Gallois, promove oficinas participativas no Mudam Luxembourg – Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean para criar a instalação permanente “The Bank” no Park Dräi Eechelen. Durante o verão de 2026, visitantes e a comunidade local utilizam moldes modulares inspirados na arquitetura do museu para moldar elementos em argila e gesso, gerando construções temporárias que alimentam discussões sobre valor, preservação e acesso. O projeto questiona o conceito tradicional de banco e propõe uma reflexão coletiva sobre o que merece ser protegido no espaço público.
Oficinas estimulam criação coletiva
Os participantes combinam peças modulares para formar estruturas que servem como ponto de partida para conversas sobre autoria e uso do espaço urbano. As oficinas ocorrem ao longo dos meses de verão e permitem que crianças e adultos experimentem formas de construir e organizar ambientes de maneira lúdica. Essa abordagem transforma o museu em um laboratório vivo, onde ideias surgem de contribuições variadas e inesperadas.
Perguntas sobre valor e preservação
O projeto explora quem decide o que tem valor e o que pode ficar de fora das narrativas oficiais. Elementos da arquitetura do Mudam são abstraídos em moldes que os visitantes movem e empilham livremente, abrindo espaço para imaginar outros tipos de banco cultural. A instalação final incorporará essas experiências sem perder a responsabilidade artística do coletivo.
We are in a city famous for banks, and Mudam itself can be understood as a kind of bank of culture: it preserves objects, ideas and histories that a society considers valuable, But this immediately raises more interesting questions.
António Mendes
A obra permanente resultante reunirá contribuições de dezenas de pessoas e reforça o papel do jogo na ressignificação do espaço público. Ao final do verão, “The Bank” permanecerá no Park Dräi Eechelen como registro material dessas interações coletivas.