Arquitetos de escritórios internacionais estão projetando edifícios com aberturas, cavidades e materiais específicos que permitem a habitação por plantas, aves, insetos e outros animais. Escritórios como ChartierDalix, i29, Namo Architecture, BIG, Andrés Jaque / Office for Political Innovation, MVRDV e Henning Larsen lideram iniciativas que integram a biodiversidade à arquitetura desde a concepção. Os projetos ocorrem em locais como Boulogne-Billancourt na França, Hoge Veluwe e Amsterdam na Holanda, Harads na Suécia, Molina de Segura e Madri na Espanha, além de Copenhague na Dinamarca. A maioria das obras foi concluída ou está em desenvolvimento ao longo da última década, com destaque para a School of Science and Biodiversity finalizada em 2014 e o plano Fælledby em construção desde 2020.
Técnicas aplicadas em fachadas e estruturas
Os profissionais utilizam fachadas equipadas com ledges, cavidades e cortiça projetada para criar habitats acessíveis. Torres específicas para andorinhas e esferas de casas de pássaros são instaladas em pontos estratégicos dos edifícios. Em alguns casos, biólogos e engenheiros ambientais colaboram para reconstruir áreas de rambla com sensores que monitoram a ocupação por espécies. Corredores verdes e a preservação de 40% do habitat original fazem parte dos planos diretores adotados.
Projetos em diferentes países europeus
Em Boulogne-Billancourt e Madri, as construções incorporam elementos que facilitam a presença de vida selvagem ao longo do tempo. Em Amsterdam e Hoge Veluwe, os designs priorizam a integração com o entorno natural por meio de materiais e formatos adaptados. Já em Copenhague e Harads, os planos preveem o uso contínuo dos espaços por animais e plantas como parte do desenvolvimento urbano.
Objetivo de promover biodiversidade urbana
A abordagem busca permitir que outras espécies ocupem o espaço arquitetônico de forma permanente. Dessa maneira, a ocupação por vida selvagem torna-se elemento do desenvolvimento contínuo dos edifícios. O resultado favorece a biodiversidade em áreas urbanas e reforça a conexão entre arquitetura e ecossistemas locais.