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Arquitetos de Barcelona e Nova York propõem fim dos corredores e cômodos fixos nas casas

O estúdio TAKK, fundado por Mireia Luzárraga e Alejandro Muiño, propõe uma revisão profunda da arquitetura residencial ao rejeitar a divisão clássica de casas em cômodos conectados por corredores. Com sedes em Barcelona e Nova York, os arquitetos defendem um modelo baseado em clima, graus de intimidade, cuidado e coexistência. A iniciativa surge da constatação de que o layout tradicional reforça hierarquias, limita a ventilação cruzada e eleva o consumo energético sem atender à diversidade atual de formas de convivência.

Crítica à organização convencional das residências

Os profissionais argumentam que a arquitetura doméstica não é neutra. Ela organiza o espaço de maneira rígida, separando funções e pessoas de forma que dificulta a adaptação às rotinas diárias e às variações climáticas. Projetos desenvolvidos pelo estúdio mostram que corredores longos e portas fechadas impedem o fluxo natural de ar e luz, aumentando a dependência de sistemas artificiais de climatização.

Propostas para convivência adaptável

Em resposta, Mireia Luzárraga e Alejandro Muiño tratam a habitação como infraestrutura para coexistência. Seus trabalhos incluem instalações, exposições e pesquisas que exploram conforto dinâmico, capaz de mudar conforme as estações e as necessidades dos moradores. O foco recai em espaços que favorecem diferentes níveis de privacidade e promovem o cuidado mútuo sem imposição de layouts fixos.

Os resultados desses estudos indicam potencial para redução de energia e maior flexibilidade no uso dos ambientes. Ao priorizar a adaptabilidade, o estúdio TAKK oferece alternativas concretas para quem busca moradias alinhadas às realidades contemporâneas de vida compartilhada.