Um coletivo de estudantes de arquitetura construiu um abrigo com lareira chamado GLØDE, utilizando 90% de materiais reciclados, no vale de Beiarn, na região de Nordland, na Noruega. O projeto, liderado pelo grupo MA/CO – Matières Communes, de alunos da ENSAP Bordeaux, contou com a colaboração de quatro agricultores locais. Localizado aos pés do glaciar Svartisen, o abrigo visa oferecer um espaço de descanso e reunião ao redor do fogo, protegendo contra o clima rigoroso e revitalizando uma área negligenciada.
O processo de construção
O GLØDE foi desenvolvido por meio de um processo de design-build em escala real (1:1), realizado em dez dias durante uma jornada de três semanas pela Europa. A equipe adotou uma abordagem de tomada de decisões adaptativa, aproveitando materiais disponíveis no celeiro de uma hospedaria local e no próprio local. Essa metodologia permitiu uma integração harmoniosa com o ambiente, priorizando a sustentabilidade e a reutilização de recursos.
Localização e integração com a paisagem
Situado no vale de Beiarn, em Nordland, o abrigo fica próximo ao glaciar Svartisen, com coordenadas aproximadas de 66.750709, 14.559033. Essa posição estratégica o torna parte da infraestrutura paisagística, facilitando o acesso para trilheiros e esquiadores. O projeto não apenas protege contra as intempéries do norte da Noruega, mas também reativa um espaço esquecido, promovendo o uso comunitário e o turismo sustentável na região.
Objetivos e impacto do projeto
A iniciativa busca criar um local de convívio ao redor do fogo, incentivando interações sociais em um ambiente natural desafiador. Ao reutilizar 90% de materiais reciclados, o GLØDE destaca práticas ecológicas e a importância de intervenções arquitetônicas que respeitem o meio ambiente. Além disso, ele contribui para a revitalização de áreas rurais, integrando-se à rede de trilhas e rotas de esqui, o que pode atrair mais visitantes para o vale de Beiarn.
Perspectivas futuras
Projetos como o GLØDE exemplificam como a colaboração entre estudantes e comunidades locais pode gerar soluções inovadoras e sustentáveis. Em 2026, iniciativas semelhantes ganham relevância diante das discussões globais sobre mudanças climáticas e preservação ambiental. O abrigo serve como modelo para futuras construções que priorizem a economia circular e a adaptação ao clima, inspirando arquitetos e comunidades em todo o mundo.