A ALPI e o estúdio Stephen Burks Man Made uniram forças para lançar o “The Lost Cloth Project”, uma coleção cápsula que reinventa motivos geométricos ancestrais do Reino Kuba em madeira, apresentada na Design Miami.
A essência da colaboração
Essa parceria inovadora entre a ALPI, renomada empresa italiana de superfícies de madeira, e o estúdio nova-iorquino Stephen Burks Man Made, busca preservar e reinterpretar o patrimônio cultural africano. Os motivos geométricos, originalmente tecidos em têxteis do Reino Kuba, na República Democrática do Congo, são agora recriados em painéis de madeira de alta qualidade. O projeto destaca a fusão entre tradição ancestral e design contemporâneo, promovendo uma reflexão sobre a perda de técnicas artesanais ao longo do tempo.
Inspiração nos motivos do Reino Kuba
Os padrões geométricos do Reino Kuba, conhecidos por sua complexidade e simbolismo, representam elementos da natureza, rituais e estruturas sociais. No “The Lost Cloth Project”, esses desenhos são adaptados para superfícies de madeira, utilizando tecnologias avançadas de laminação e gravação da ALPI. Essa recriação não apenas revive uma herança cultural em risco de extinção, mas também integra esses elementos em contextos modernos de design e arquitetura.
Apresentação na Design Miami
A coleção foi exibida na Design Miami, um dos principais eventos globais de design colecionável, atraindo atenção de colecionadores, arquitetos e entusiastas. Localizada em Miami, nos Estados Unidos, a feira serve como plataforma ideal para lançar projetos que unem arte, cultura e inovação. A cápsula inclui peças exclusivas, como painéis decorativos e mobiliário, que demonstram a versatilidade da madeira como meio para expressar narrativas históricas.
Impacto cultural e sustentável
Além do aspecto estético, o “The Lost Cloth Project” enfatiza a sustentabilidade, com a ALPI priorizando materiais ecologicamente responsáveis em sua produção. Essa iniciativa incentiva o diálogo sobre a preservação de tradições indígenas e o papel do design na educação cultural. Em 2026, projetos como esse reforçam a importância de colaborações interdisciplinares para manter viva a diversidade cultural global.