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Assemble inova na arquitetura com abordagem colaborativa e sustentável em Londres

O coletivo Assemble, baseado em Londres, destaca-se na arquitetura contemporânea por sua abordagem colaborativa e sustentável, priorizando o engajamento social e a criação de infraestruturas que perduram além de intervenções iniciais. Fundado por profissionais como Anthony Engi Meacock, o grupo resiste à lógica de curto prazo do desenvolvimento convencional, promovendo continuidade, adaptabilidade e autoria compartilhada em projetos como o Granby Four Streets em Liverpool e o Blackhorse Workshop em Walthamstow. Essa prática, que integra comunidades locais e materiais existentes, busca construir utopias vividas, conforme evidenciado em iniciativas experimentais como o Cineroleum de 2010.

A origem e os projetos inovadores

O Assemble surgiu com experimentos auto-construídos, como o Cineroleum, um cinema temporário erguido em 2010 a partir de uma estação de gasolina abandonada. Nesse projeto, o coletivo não apenas projetou e construiu a estrutura, mas também gerenciou sua programação, uniformes e sinalização, demonstrando uma abordagem holística. Essa metodologia se estendeu a colaborações em Liverpool, onde trabalharam com residentes das Granby Four Streets para revitalizar áreas negligenciadas, fomentando engajamento social e continuidade.

It’s not just about the work we do now. It’s about creating a sustainable framework for the future.

Anthony Engi Meacock, co-fundador do Assemble, enfatiza a importância de estruturas independentes que se sustentam após a intervenção inicial.

Colaborações e impacto comunitário

Em Walthamstow, o Blackhorse Workshop exemplifica como o coletivo cria organizações autônomas, permitindo que comunidades assumam o controle. Projetos semelhantes, como o Atelier LUMA em Arles, na França, envolvem pesquisa de materiais locais e construções incrementais, resistindo a abordagens de desenvolvimento que ignoram contextos existentes. Essa estratégia promove adaptabilidade e autoria compartilhada, transformando espaços em infraestruturas sustentáveis.

We’re quite like primitivists as architects … we’re interested in the things being the things.

Meacock descreve essa visão como uma forma de primitivismo arquitetônico, valorizando materiais e comunidades em sua essência.

A visão de longo prazo

A filosofia do Assemble prioriza não iniciar projetos do zero, mas construir sobre o que já existe, garantindo continuidade e relevância duradoura. Essa resistência à lógica de curto prazo é evidente em citações de Meacock, que destacam a criação de entidades independentes. Assim, o coletivo não só engaja comunidades locais, mas também inspira modelos arquitetônicos globais focados em sustentabilidade e colaboração.

You’re not trying to start things from scratch.

Essa abordagem, aplicada em diversos locais como Londres e Arles, reforça o compromisso com utopias vividas através de práticas inovadoras e inclusivas.