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Ema Shin apresenta escultura Hearts of Absent Women na Bienal de Sydney 2026

Na edição de 2026 da Bienal de Sydney, a artista Ema Shin apresenta uma escultura monumental de coração bordado, intitulada “Hearts of Absent Women”. Essa obra homenageia as mulheres ausentes em sua árvore genealógica familiar, destacando-se como uma peça central no evento artístico na Austrália. A estreia ocorre em um momento em que a bienal celebra expressões culturais diversas, chamando atenção para narrativas femininas frequentemente ignoradas.

A obra monumental de Ema Shin

A escultura é uma versão ampliada de corações bordados menores criados pela artista. Suspensa no espaço expositivo da Bienal de Sydney, ela incorpora bordados densos que representam artérias e vasos sanguíneos. Além disso, clusters de contas e pérolas adicionam textura, preservando a intimidade tátil das peças originais e convidando o público a uma experiência sensorial única.

Motivação e contexto cultural

A criação responde à árvore genealógica familiar de Shin, que registrava apenas descendentes masculinos por 32 gerações. Nascida no Japão e criada em uma família tradicional coreana, a artista busca celebrar as mulheres e seus ofícios domésticos silenciosos. Assim, a obra representa emoções femininas e funciona como amuletos de proteção, resgatando vozes históricas marginalizadas.

Declaração da artista

‘This work, Hearts of Absent Women, is dedicated to women who have not been recognised in the past,‘ the artist explains. ‘I was born in Japan and grew up in a traditional Korean Family. My grandfather kept a treasured family tree book for 32 generations, but it only included male descendants’ names, not daughters. In my art I have always tried to celebrate women and their historical hand crafts.’

A citação de Ema Shin reforça o propósito da escultura, conectando sua herança pessoal a temas universais de reconhecimento feminino. Na Bienal de Sydney 2026, essa peça não apenas enriquece o debate artístico, mas também inspira reflexões sobre gênero e memória cultural. Com isso, Shin consolida sua posição como voz proeminente na arte contemporânea, promovendo diálogos sobre inclusão e tradição.