A Kunsthalle München abriga atualmente a maior exposição solo de Miguel Chevalier na Europa até o momento, intitulada “Digital by Nature: The Art of Miguel Chevalier”. A mostra, que traça a trajetória do artista francês no campo da arte digital desde os anos 1980 até os dias atuais, apresenta cerca de 120 obras, incluindo instalações interativas, desenhos gerados por robôs e jardins virtuais. Sob curadoria de Franziska Stöhr e com composições sonoras de Jacopo Baboni Schilingi, a exposição permanece aberta ao público até 1º de março de 2026.
O percurso criativo de Miguel Chevalier
Miguel Chevalier explora as interseções entre processos digitais e analógicos, tecnologia e natureza, além da interação humana com ambientes computacionais. Suas obras utilizam uma variedade de mídias, como esculturas impressas em 3D, vídeos gerados por inteligência artificial e instalações interativas de grande escala que respondem aos movimentos dos visitantes. Essa abordagem reflete um compromisso contínuo com as tecnologias digitais como ferramentas criativas e temas centrais em sua prática artística.
Novidades na exposição
A exposição destaca duas obras inéditas: “Complex Meshes Robot Drawings” e “In Vitro Pixel Flowers”. Essas criações exemplificam a inovação de Chevalier ao combinar robótica e elementos generativos, convidando o público a uma experiência imersiva. Os visitantes podem interagir diretamente com as instalações, o que reforça o tema da mostra sobre a fusão entre o mundo digital e o natural.
Local e período da mostra
A Kunsthalle München, localizada em Munique, na Alemanha, serve como palco para essa retrospectiva abrangente. A exposição iniciou em 12 de setembro de 2025 e continua a atrair entusiastas de arte digital e tecnologia. Com foco em engajar o público adulto, a mostra oferece uma visão aprofundada sobre como as tecnologias evoluíram na arte contemporânea.
Significado cultural
A iniciativa busca não apenas celebrar o legado de Miguel Chevalier, mas também estimular reflexões sobre o papel da tecnologia na sociedade atual. Ao apresentar obras que respondem em tempo real às ações dos visitantes, a exposição promove uma interação dinâmica entre arte, ciência e público. Essa abordagem posiciona Chevalier como um pioneiro na arte digital, influenciando gerações futuras de artistas e curadores.