Abertura do Suzhou Museum of Contemporary Art
O Suzhou Museum of Contemporary Art, projetado pelo Bjarke Ingels Group (BIG), abriu suas portas com a exposição inaugural “Materialism”. Localizado às margens do lago Jinji, em Suzhou, na China, o museu de 60 mil metros quadrados apresenta doze pavilhões interconectados sob um teto de aço inoxidável em forma de fita fluida. A exposição, que destaca vinte projetos do BIG agrupados por materiais como pedra, terra e concreto, permanecerá em exibição até 8 de março de 2026, antes de um fechamento temporário e reabertura no verão deste ano para a inauguração oficial.
Conceito arquitetônico inovador
O projeto reinterpreta os jardins históricos de Suzhou por meio de uma “vila de pavilhões e pátios”, onde arquitetura e paisagem se entrelaçam. Inspirado nos tradicionais corredores “lang” da região, o complexo forma um “nó chinês” de pátios escultóricos e espaços de exposição. A colaboração envolveu o ARTS Group, Front Inc. e Suzhou Harmony Development Group, com liderança de Bjarke Ingels e da sócia Catherine Huang.
Suzhou is the cradle of the Chinese garden.
Essa visão contemporânea homenageia a identidade cultural local, enfatizando a materialização na arquitetura.
Detalhes da exposição ‘Materialism’
A mostra “Materialism” explora o processo de transformar ideias em realidade, focando nos materiais e colaborações que viabilizam os projetos do BIG. Elementos táteis, como assentos inspirados nos materiais exibidos, convidam os visitantes a uma experiência imersiva. Bjarke Ingels destaca que, embora o destino de um projeto seja decidido nas fases iniciais, 90% do trabalho reside na materialização da ficção em fato.
Due to the nature of the architectural profession, the fate of the project is always decided in the early stages: the concept design or the competition. But 90% of our work is what follows, the translation of the idea into reality, the materialization of the fiction into fact. This exhibition is dedicated to the material aspect of our profession.
Impacto cultural e futuro do museu
O museu promete se tornar um marco na cena artística contemporânea, unindo tradição e inovação. Catherine Huang descreve o “lang” como um elemento que serpenteia pela paisagem, transformando-se em pavilhões. Após o fechamento temporário, a reabertura no verão de 2026 marcará a inauguração grandiosa, ampliando o acesso a esse espaço único.
We envision the lang, a traditional element of Suzhou gardens, gracefully winding through the landscapes and transforming into pavilions.
Com essa iniciativa, o BIG reforça seu compromisso com designs que dialogam com o patrimônio cultural, convidando o público a refletir sobre a essência material da arquitetura.