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Instalação no MIT Museum explora sonhos compartilhados em experiência imersiva

No MIT Museum, uma instalação de arte inovadora chamada “Hotel Room #2: Communal Dreams” está convidando visitantes a explorar os sonhos como um espaço compartilhado. Criada pelo artista belga Carsten Höller em colaboração com o cientista cognitivo Adam Haar Horowitz e o artista visual Seth Riskin, a obra permite que participantes durmam juntos em um ambiente escultórico. Em exibição na mostra “Lighten Up! On Biology and Time” até 16 de agosto de 2026, a instalação usa estímulos sensoriais para influenciar sonhos, questionando a privacidade do inconsciente.

A experiência imersiva

Os visitantes entram na instalação e deitam-se em uma estrutura compartilhada projetada para três pessoas. Eles recebem pulsos de luz, sons e prompts falados no início do sono, com o objetivo de direcionar a incubação de sonhos. Em alguns casos, os participantes relatam experiências semelhantes, sugerindo a possibilidade de sonhos coletivos.

Essa abordagem combina arte e ciência para desestabilizar percepções tradicionais sobre a individualidade dos sonhos. A instalação transforma o ato de dormir em uma performance interativa, onde o imprevisível do inconsciente é destacado.

Objetivos e questionamentos

A obra busca resistir ao controle total sobre os sonhos, explorando sua imprevisibilidade como algo belo. Höller, Horowitz e Riskin visam questionar se os sonhos podem ser um campo compartilhado, resistindo à noção de privacidade absoluta. Isso incentiva reflexões sobre o inconsciente coletivo em um contexto contemporâneo.

Citações do artista

Carsten Höller descreve o sonho como uma força poderosa e incontrolável. Ele enfatiza que o material principal de sua obra é a experiência das pessoas, especialmente seus sonhos.

the most powerful architect.
The dream is the confusion machine I didn’t have to build.
Engineering implies total control, and the dream resists control in a way I find very beautiful.
The real material I work with is people’s experience — and in the case of Communal Dreams, people’s experience is people’s dreams.