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Madeira do incêndio Eaton vira arte funcional em exposição de Los Angeles

Exposição transforma madeira de incêndio em arte funcional

A galeria Marta, em Silver Lake, Los Angeles, abriga a exposição “From the Upper Valley in the Foothills”, que apresenta objetos funcionais criados a partir de madeira recuperada do devastador Eaton Fire de 2025. Co-curada e co-organizada por Vince Skelly, a mostra envolve 22 artistas e designers da região metropolitana de Los Angeles, com apoio material da Angel City Lumber. Em exibição até 31 de janeiro de 2026, a iniciativa marca o primeiro aniversário do incêndio, que começou em 7 de janeiro de 2025 e foi contido no dia 31 do mesmo mês.

Origem dos materiais e processo criativo

A madeira utilizada provém de árvores afetadas pelo Eaton Fire, localizadas em Altadena, nas encostas das montanhas San Gabriel. A Angel City Lumber foi responsável por moer o material recuperado, permitindo que os artistas o selecionassem para transformar em itens cotidianos, como cadeiras, banquinhos, bancos, tigelas e recipientes. Esses objetos são dispostos na galeria de forma solta, evocando a imagem de uma floresta, o que reforça a conexão entre o ambiente natural e a intervenção humana.

Significado cultural e ambiental

A exposição busca posicionar a madeira como um portador de memória, perda e regeneração, destacando como espaços devastados pelos incêndios podem ser reaproveitados para suportar a vida diária. Ao commemorar o aniversário dos incêndios de 2025, que causaram impactos significativos na região, a mostra explora temas de resiliência e sustentabilidade. Os artistas transformam resíduos de uma tragédia em peças funcionais, convidando o público a refletir sobre o ciclo de destruição e renovação na natureza.

Impacto na comunidade artística de Los Angeles

Com participação de profissionais locais, a iniciativa fortalece a cena artística de Los Angeles, promovendo o uso de materiais reciclados em contextos criativos. A galeria Marta se consolida como um espaço para diálogos sobre questões ambientais urgentes, especialmente em um ano como 2026, marcado por reflexões sobre mudanças climáticas. Visitantes podem explorar como a arte funcional une estética e utilidade, inspirando novas abordagens para o reaproveitamento de recursos em áreas afetadas por desastres naturais.