Artista eslovena explora comunidades sustentáveis em projetos globais
A artista eslovena Marjetica Potrč tem se destacado por suas instalações artísticas que investigam como comunidades ao redor do mundo constroem, adaptam e vivem juntas por meio de sistemas abertos a mudanças. Focando em temas como uso de água, energia e organização comunitária, seus projetos destacam práticas reais de locais como a Amazônia, Caracas, Kosovo, o Brasil amazônico e a região do Ruhr, na Alemanha. Ao longo de duas décadas, Potrč transforma essas experiências em obras que promovem uma utopia como método contínuo de colaboração e negociação ambiental.
Projetos que recriam práticas comunitárias
Entre as obras notáveis, “Forest Rising” (2007) recria assentamentos elevados com painéis solares, inspirados em comunidades amazônicas que lidam com inundações e sustentabilidade energética. Já “Between the Waters” (2010) aborda sistemas de água visíveis em jardins comunitários, destacando adaptações em regiões como o Kosovo. Essas instalações artísticas não apenas reproduzem estruturas reais, mas analisam como as comunidades negociam com o ambiente de forma incremental e colaborativa.
Evolução das obras ao longo dos anos
Em 2012, “Caracas: Growing Houses” explora casas que crescem progressivamente em assentamentos informais de Caracas, na Venezuela, enfatizando a adaptação urbana fora de planos formais. “Shelter: Closed and Open” (2018) contrasta estruturas de proteção e abertura, enquanto “House of Agreement” (2022) propõe acordos com a terra, inspirados em práticas indígenas e comunitárias no Brasil amazônico e na região do Ruhr. Esses projetos, realizados de 2007 a 2022, refletem uma trajetória de aprendizado com realidades globais diversificadas.
Propósito e impacto das instalações
O objetivo de Potrč é aprender com práticas existentes além de frameworks formais de planejamento, promovendo adaptações contínuas em energia, água e organização social. Suas obras incentivam a reflexão sobre como comunidades constroem resiliência em face de desafios ambientais e urbanos. Ao recriar esses sistemas, a artista eslovena convida o público a considerar utopias práticas, baseadas em colaboração e negociação, como caminhos viáveis para o futuro sustentável.