O beguinário de Hasselt, um patrimônio histórico da Bélgica, passou por uma notável transformação para se adaptar às demandas do século 21. Essa revitalização foi realizada por meio de uma reutilização adaptativa inteligente, liderada pelo arquiteto baseado em Londres, David Kohn, e pelo profissional de Antuérpia, Dirk Somers. O projeto não apenas preservou a essência histórica do local, mas também o converteu em um espaço funcional e contemporâneo, ideal para abrigar o programa universitário de Arquitetura de Interiores da cidade. Essa iniciativa destaca como estruturas antigas podem ser reimaginadas para fins educacionais, mantendo sua relevância cultural em um mundo moderno.
A colaboração entre David Kohn e Dirk Somers trouxe uma abordagem inovadora à reutilização adaptativa, focando em soluções sustentáveis e criativas. Kohn, conhecido por seus projetos que mesclam tradição e inovação em Londres, uniu forças com Somers, cuja expertise em Antuérpia enfatiza a integração urbana. Juntos, eles transformaram o beguinário – originalmente um complexo de residências para beguinas, mulheres religiosas leigas da Idade Média – em um ambiente que atende às necessidades de um currículo universitário. Elementos como a preservação de fachadas históricas e a incorporação de tecnologias modernas garantem que o espaço seja ao mesmo tempo respeitoso ao passado e preparado para o futuro, promovendo uma educação imersiva em arquitetura de interiores.
Essa transformação posiciona o beguinário de Hasselt como um exemplo paradigmático de como o patrimônio cultural pode ser adaptado para fins acadêmicos. O programa universitário de Arquitetura de Interiores da cidade agora beneficia de um local que serve como laboratório vivo, onde estudantes podem estudar e aplicar conceitos de design diretamente em um contexto histórico reaproveitado. A reutilização adaptativa não só evita o abandono de estruturas valiosas, mas também contribui para a sustentabilidade urbana, reduzindo a necessidade de novas construções e preservando a identidade cultural de Hasselt. Projetos como esse inspiram outras cidades a reconsiderarem seus bens patrimoniais de forma semelhante.
Por fim, a escolha do beguinário como sede para o programa reflete uma visão estratégica que une educação, arquitetura e preservação. Com a expertise de Kohn e Somers, o espaço se torna um testemunho da evolução arquitetônica, onde o antigo e o novo coexistem harmoniosamente. Essa iniciativa reforça o papel de Hasselt como um centro de inovação cultural na Bélgica, convidando reflexões sobre como adaptações inteligentes podem enriquecer comunidades e instituições de ensino no século 21.