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Arquitetos da AATISMO transformam casa de 1967 em Kamakura com volumes de argila para ceramistas

Reforma inovadora transforma casa em Kamakura

Em Kamakura, no Japão, os arquitetos da AATISMO concluíram recentemente a reforma da Haniyasu House, uma estrutura original de 1967, transformando-a em uma residência não convencional para artistas ceramistas. A projeto integrou adições cavernosas de argila, criando um espaço que une moradia e produção cerâmica. Essa iniciativa acomoda duas gerações da família, centradas na argila, e reflete o contexto geológico e cultural local.

Detalhes da transformação arquitetônica

A reforma removeu paredes e tetos internos, abrindo o plano da casa em um volume único conectado ao jardim. Os arquitetos inseriram quatro volumes compactos de argila nos cantos, semelhantes a massas terrosas, que integram espaços de moradia, trabalho e produção cerâmica em um plano aberto. Essa abordagem inovadora transforma a casa em um território compartilhado, onde a vida doméstica e a criação artística se entrelaçam harmoniosamente.

A estrutura original, datada de 1967, ganhou uma nova vida com essas intervenções, promovendo uma conexão fluida entre interior e exterior. Os volumes de argila não apenas adicionam funcionalidade, mas também evocam a essência geológica de Kamakura, conhecida por sua herança cultural ligada à cerâmica. Assim, a Haniyasu House se torna um exemplo de arquitetura que respeita tradições enquanto inova.

Motivações e impacto familiar

A reforma foi motivada pela necessidade de acomodar os pais dos arquitetos, que são artistas ceramistas, junto com a geração mais jovem. Inspirados no contexto local, os profissionais da AATISMO criaram um ambiente que integra produção cerâmica à rotina diária, fomentando a colaboração entre gerações. Essa integração reflete uma visão de espaço compartilhado, onde a argila é o elemento central da vida familiar e criativa.

Com a conclusão recente, a Haniyasu House destaca-se como um projeto que une inovação arquitetônica e herança cultural em Kamakura. A reforma não só atende às demandas práticas, mas também inspira reflexões sobre como espaços residenciais podem evoluir para suportar atividades artísticas. No contexto atual de 2026, iniciativas como essa ganham relevância ao promover sustentabilidade e conexão com o ambiente natural.