No último dia da FOG Design+Art Fair, em San Francisco, a exposição “The Houses Are Haunted by White Night-Gowns”, curada pelo Studio Ahead para a The Future Perfect, destaca taças únicas criadas por 13 designers multidisciplinares. As peças são exibidas sobre móveis antigos, evocando uma era pré-internet de caça a antiguidades e compras em brechós. A mostra, que termina hoje, 25 de janeiro de 2026, contrasta o comércio digital com experiências táteis e imaginativas.
Curadoria e participantes
O Studio Ahead, fundado por Homan Rajai e Elena Dendiberia, concedeu carta branca a 13 criativos para produzirem taças exclusivas. Essas obras são apresentadas em credenzas, armários e mesas laterais empilhadas, provenientes da Mid Century Møbler, com peças dos anos 1940 a 1970, e da C. Mariani Antiques, datadas dos séculos XVII a XIX. Essa disposição inovadora transforma a exibição em uma instalação imersiva, misturando design contemporâneo com herança histórica.
Inspiração e propósito
A exposição busca reviver os dias de explorações presenciais em lojas de antiguidades, em oposição ao shopping online e à curadoria hipercontrolada da era digital. O título, extraído de um poema de Wallace Stevens, critica a conformidade moderna e a diminuição da imaginação. Assim, o projeto incentiva os visitantes a refletirem sobre como o consumo atual afeta a criatividade e a descoberta pessoal.
Local e duração
Acontece na FOG Design+Art Fair, em San Francisco, e está aberta ao público até o final deste domingo, 25 de janeiro de 2026. A feira atrai entusiastas de design e arte, oferecendo uma plataforma para inovações como essa curadoria do Studio Ahead. Com foco em engajamento sensorial, a mostra convida os presentes a interagirem com as taças e móveis de forma palpável, promovendo uma conexão mais profunda com o passado.
Impacto cultural
Essa iniciativa da The Future Perfect, em parceria com o Studio Ahead, destaca a importância de contrastar o virtual com o real no mundo do design. Ao unir taças modernas com móveis antigos, a exposição não só celebra a diversidade criativa, mas também provoca discussões sobre o futuro da curadoria em um contexto digitalizado. Visitantes relatam uma experiência nostálgica e inspiradora, reforçando o valor da imaginação em tempos de conformidade.