No coração do Yorkshire Sculpture Park, a artista britânica Nicola Turner acaba de lançar sua instalação mais ambiciosa, intitulada “Time’s Scythe”. Feita de lã crua e crina de cavalo, a obra transforma a capela histórica do parque em um espaço imersivo que explora temas profundos como memória, mortalidade e o ciclo da vida. A exposição, que ocorre de 28 de março a 27 de setembro de 2026, atrai visitantes para uma experiência sensorial única, com o cheiro terroso das materiais e ovelhas pastando ao redor.
A instalação em detalhes
A obra começa no exterior da capela, derramando-se da torre do sino e invadindo o interior por uma janela superior. Ela desce até o balcão e se espalha pela nave, criando formas sinuosas e bulbosas tecidas em malha. Os visitantes podem circular entre essas estruturas orgânicas, sentindo a textura e o aroma da lã e da crina de cavalo.
Essa configuração interage com o ambiente, onde ovelhas no entorno do Yorkshire Sculpture Park reforçam a conexão com a natureza. A colaboração com a Annely Juda Fine Art destaca o caráter inovador da peça, tornando-a uma das atrações principais do parque em West Bretton, Wakefield, no Reino Unido.
Temas de mortalidade e inspiração
“Time’s Scythe” é inspirada no Soneto 12 de Shakespeare, que reflete sobre o inexorável avanço do tempo, e na dedicação da capela a São Bartolomeu. Turner explora conceitos de envelhecimento, decadência e o ciclo da vida e da morte, influenciada por teóricos como Judith Butler, Julia Kristeva, Jane Bennett e Donna Haraway.
‘dead matter’ holding an inherent, latent energy
A artista descreve a matéria morta como portadora de uma energia latente inerente. Além disso, incorpora ideias de “tentacular thinking” de Donna Haraway, promovendo uma reflexão sobre interconexões entre humanos e não humanos.
tentacular thinking
And nothing ‘gainst Time’s scythe can make defence
Impacto e visitação
A instalação convida o público a ponderar sobre a mortalidade em um espaço histórico, misturando arte contemporânea com elementos naturais. Com duração até setembro de 2026, “Time’s Scythe” no Yorkshire Sculpture Park promete engajar visitantes em uma jornada sensorial e filosófica, reforçando o papel da arte na exploração de temas universais.